A Necta esteve na 12ª edição da Feira Brasileira do Varejo (FBV), no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre, a maior feira do varejo do Brasil. Foram três dias de conteúdo, conexões e provocações. E uma palestra, em especial, a gente não podia deixar de trazer para cá: a da futurista Lígia Zotini, que subiu ao palco com uma pergunta que mexe com qualquer empresário:
“Sua marca vai vender para humanos ou para algoritmos?”
Spoiler: a resposta dela foi “para os dois”. Sua marca será validada pelo algoritmo — e depois confirmada pelo humano.
Neste artigo, organizamos os principais aprendizados da palestra e conectamos cada um deles com o jeito Necta de pensar negócios. Porque ouvir uma boa palestra é ótimo. Transformar o que se ouviu em ação dentro da empresa — isso é ESTRATÉGIA e o JEITO NECTA DE SER.
1. A real inovação da IA é liberar o seu tempo
Se você levasse um único slide da palestra para casa, segundo a própria Lígia, seria este: a verdadeira inovação da inteligência artificial é liberar tempo. Seja na operação interna, seja na velocidade com que o cliente encontra você.
E ela foi além: se a IA da sua empresa não está liberando tempo para você ter uma visão maior sobre o negócio, ela ainda não está 100% implementada.
Isso conversa diretamente com o nosso pilar de Tecnologias Humanizadas: produtividade com propósito. Aqui na Necta, a gente repete sem cansar: tecnologia é meio, não fim. IA não é sobre substituir pessoas. É sobre libertá-las do braçal para que possam pensar, criar, cuidar e vender melhor.
A pergunta prática que fica: o que você está fazendo com o tempo que a tecnologia já te devolve? Mais trabalho em cima de trabalho ou mais estratégia?
2. Antes de vender para o algoritmo, arrume a casa
Um dos pontos mais fortes da palestra foi sobre integração. A IA escancara a anatomia da sua operação: se as informações da empresa não circulam entre as áreas, se cada setor usa uma nomenclatura, se os processos param no meio do caminho esperando “alguém lembrar de fazer”, a tecnologia não tem onde se conectar.
Arquitetura fragmentada gera atraso, inconsistência de dados e, no fim da linha, perda financeira ou cliente insatisfeito. Operação integrada é o que permite que a IA seja plugada e gere ganho real de performance.
Para quem acompanha o trabalho da Necta, isso soa familiar: é exatamente o que defendemos quando falamos de processos que libertam. Estrutura não é burocracia — é a fundação que permite crescer com leveza. Não existe IA fazendo milagre em cima de bagunça.
3. Do SEO ao GEO: sua marca precisa ser legível para as IAs
Aqui veio a virada de chave da palestra. Durante anos, aprendemos a brigar por posições no Google: palavras-chave, links patrocinados, ranking. Só que o comportamento de busca está mudando — cada vez mais gente pergunta direto para as inteligências artificiais o que comprar, quem contratar, qual marca confiar.
Nasce aí o GEO (Generative Engine Optimization): preparar sua marca para ser compreendida, citada e recomendada pelas IAs. E a Lígia trouxe um framework de 4 pilares que vale anotar:
Entidade — A IA precisa cruzar dados e encontrar o mesmo perfil da sua empresa em todos os canais. Site, Instagram, LinkedIn, Google Meu Negócio: a descrição do que você faz precisa ser consistente em todos eles. E aquele “Sobre” parado há 10 anos no site? Precisa responder à dor (e ao desejo) do cliente de hoje.
Conteúdo — A máquina não interpreta nuance, ela trabalha com semântica. Quais palavras você quer que apareçam ao lado do nome da sua marca? Elas precisam estar presentes em tudo que você publica. E mais: conteúdo que responde dúvidas reais antes de tentar vender ganha relevância.
Autoridade — As IAs confiam em marcas citadas por outras fontes: imprensa, prêmios, avaliações, pessoas falando de você. Falar de si mesmo não basta. Autoridade não se compra, se constrói com relacionamento e entrega.
Auditoria — Teste com frequência. Pergunte às principais IAs: quais empresas são referência no meu setor? Sua marca aparece? Em qual posição? Quais concorrentes aparecem ao seu lado? Se você não está lá, o que quem está lá fez de diferente?
Repare como esses pilares dialogam com dois valores que carregamos no nome: Comunicação Saudável (mensagem clara, coerente e consistente em todos os canais, inclusive para as máquinas) e Networking Genuíno (reputação construída por quem fala de você, não por mídia comprada).
4. Reputação agora alimenta o algoritmo
Um alerta importante da palestra: as IAs trazem junto da sua marca as opiniões públicas sobre ela, incluindo reclamações não respondidas. A Lígia contou o caso de uma grande empresa nacional em que o próprio presidente passou a acompanhar pessoalmente o atendimento ao cliente, porque a reputação digital estava afetando como as IAs apresentavam a marca.
O recado é claro: o problema não é ter uma reclamação. É deixá-la sem resposta. Para o algoritmo, consistência, coerência e transparência valem mais do que perfeição. Uma empresa que conversa com seus problemas é mais confiável do que uma que finge que eles não existem.
Comunicação empática e assertiva com clientes, parceiros e agora também com as máquinas que intermediam essas relações.
5. O algoritmo valida. O humano confirma. E a hospitalidade encanta.
Quanto mais commodity for o que você vende, mais a decisão ficará com o algoritmo. Quanto mais estratégica e emocional for a compra, mais o humano entra em cena — e aí o nome do jogo é hospitalidade.
A Lígia trouxe exemplos de marcas globais criando espaços de pausa, descanso e experiência, sem pressa de vender. A provocação que fica para o seu negócio: qual hospitalidade você proporciona quando alguém chega até você? O que o cliente aprende, sente e vive com a sua marca, além do produto?
É o Empreendedorismo Inspirador na prática: atitude empreendedora não é só vender mais rápido. É construir relações que sustentam resultados no longo prazo.
E tem um detalhe que a gente fez questão de guardar: estamos no início dessa janela. Quem estruturou e-commerce cedo ganhou vantagem competitiva na época da internet. Quem organizar sua marca para as IAs agora, nos próximos 12 a 18 meses, será encontrado primeiro. Janelas de oportunidade não esperam.
6. A IA não precisa descansar. As pessoas, sim.
A palestra fechou com a pesquisa da Lígia sobre os “novos humanos” — consumidores e profissionais mais conscientes, que buscam liderança com visão sistêmica, trabalho com flexibilidade real e consumo com verdade e responsabilidade.
E um lembrete que tocou fundo: o cérebro humano não foi feito para a velocidade da IA. Se a tecnologia libera tempo, parte desse tempo precisa voltar para as pessoas — em forma de desenvolvimento, consciência e bem-estar. É isso que constrói longevidade de marca e de equipe.
Para nós, isso é Aprendizado Contínuo em sua forma mais verdadeira: evoluir tecnicamente sem abrir mão da evolução humana. É por isso que estamos em feiras como a FBV, é por isso que estudamos, testamos e trazemos esse repertório para dentro dos negócios que acompanhamos.
Por onde começar? O playbook de ação imediata
Saindo da palestra direto para a sua segunda-feira, três movimentos práticos:
- Audite sua estrutura digital. Site, redes, Google Meu Negócio: a história que sua marca conta é a mesma em todos os lugares?
- Mude o foco do conteúdo. Antes de vender, responda às perguntas difíceis e reais do seu setor — com dados verificáveis, não só adjetivos.
- Faça o teste de estresse. Abra as principais IAs hoje e pergunte sobre as referências da sua categoria. Mapeie onde sua marca está (ou não está) — e ajuste a rota.
Quem domina as respostas hoje, lidera o mercado amanhã.
E se você leu até aqui pensando “faz sentido, mas eu não sei por onde começar dentro da minha realidade”, é exatamente para isso que existimos. Estruturar, integrar e preparar o seu negócio para vender para humanos e para algoritmos, sem perder a essência humana que faz a sua marca ser única.
CoNectamos?
A Necta Negócios participou da 12ª Feira Brasileira do Varejo, em Porto Alegre. A palestra “Sua marca vai vender para humanos ou para algoritmos?” foi ministrada pela futurista Lígia Zotini, referência em inovação, comportamento e tendências para o futuro das organizações.